Make your own free website on Tripod.com

Visita ao moinho da junta.
Home

Nalguns locais o moinho era comunitário, noutros era de uma, duas, três ou até quatro pessoas. No caso do moinho pertencer a toda a aldeia não era necessário pagar pela utilização. Construía-se com o material mais abundante no local, neste caso o granito e a madeira.A localização dos moinhos em relação às correntes é importantíssima. A água é o elemento por excelência, é ela que gera a força motriz que faz mover toda a engrenagem do moinho.

Nas imediações do moinho o caudal de água do riacho é interrompido pela açude construída para reter e manter uma determinada quantidade de água.

Grande parte desta água é transportada da açude para o moinho, por vezes em longos percursos, através da “albada do moinho” ou “canal”.

Uma abertura na parede do moinho ao nível do solo deixa entrar a água cuja força faz mover o “rodezno”. Falamos de uma roda horizontal de madeira ou ferro de grandes proporções e com várias pás que são accionadas pela força da água efectuando movimentos circulares. Estes movimentos são comunicados à “pedra andadeira” através de um elemento vertical de madeira que a liga ao “rodezno”.

A “pedra andadeira” é uma pedra de granito circular com um orifício no centro que assenta sobre outra, o “rebolo”, com características semelhantes mas que permanece fixa. O movimento giratório da “pedra andadeira” sobre o “rebolo” transforma o cereal, geralmente o trigo ou centeio, que vai caindo da “tremóia”, em farinha. Estas duas pedras estão revestidas por um aro que retém a farinha e a canaliza para o “farneiro” através de um orifício de onde é colhida com uma “maquia” de madeira ou lata para os sacos dos respectivos donos.

 

" in Nordeste Digital "