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Notícias de Figueiró de 10/07

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Noticias referentes ao Notícias de Gouveia de 10 de Julho de 2007

 

                     Confraternização Sportinguista

Os adeptos do Sporting escolheram o passado dia 24 para a sua confraternização anual. Num lugar paradisíaco, na margem de uma ribeira, que se encontra ligada à infância de todos nós, por onde corre uma água cristalina em que se reflectem os abundantes choupos e salgueiros que a rodeiam, mais de três dezenas de sportinguistas conviveram, da melhor forma, ao longo do dia, conversando e divertindo-se com aqueles jogos que fazem parte da nossa tradição. Obviamente que o assunto da generalidade das conversas foi o Sporting, o que clube do nosso coração, o motivo do encontro.

Assistiu-se a animados jogos da malha e da sueca, entre outros.

Mas não só! A reunião teve início com um pequeno almoço, melhor dizendo com um grande pequeno almoço, em que não faltou toda a espécie dos nossos inigualáveis enchidos e uns magníficos pasteis de bacalhau.

O almoço apresentou uma agradável surpresa, um prato inédito, nada mais nada menos que uma rica paella, excelentemente cozinhada e que mereceu o agrado de todos.


Convívio Sportinguista 2007

 

Os comeres terminaram, ao fim do dia, com uma parrilhada deliciosa. Quanto às bebidas, o vinho servido, de vários produtores locais, era magnífico. Longe vão os tempos em que, em Figueiró, apenas dois ou três vinhos da produção local, eram bebíveis. Hoje, aquilo que era excepção passou a ser a regra.

De assinalar que o encontro decorreu de forma exemplar, em todos os aspectos. A Comissão não se poupou a esforços para que assim fosse e, portanto, muito do mérito lhe pertence. Ela, de resto, pede para deixar aqui um agradecimento ao Dr. Jorge, do Restaurante O Albertino, e ao Snr. Fernando Lopes Ventura, cuja entrega às causas em que intervem é total como todos sabemos, e ainda ao Snr. Gerardo, que cozinhou a paella e, por fim, ao Snr. Leonel Martins Coelho pela cedência das instalações onde o evento teve lugar.

Foi ainda designada a Comissão responsável pelo encontro do próximo ano, constituída pelos Snrs. António Heleno, Manuel Prazeres dos Santos e Orlindo Ferreira.

Um propósito, que mereceu o acordo geral: para o ano as esposas estarão ao nosso lado.


                                      Museu Rural

Um museu, ao contrário do que é comum pensar-se, não é um espaço morto mas, antes, representa um lugar bem vivo, que se encontra em permanente renovação.

Conseguimos, como já tive a oportunidade de anunciar, uma peça que, sendo das mais tradicionais da vida do campo dos tempos da nossa infância, merece um lugar de destaque: o tão conhecido e apreciado carro de bois.

Graças à arte do nosso conterrâneo Lucas Esperança e à iniciativa do Aristides Ferreira, procedeu-se à sua restauração e todos teremos oportunidade de o observar a partir de Setembro, aquando da festa de Santa Eufémia.

Para uma melhor dinamização dos espaços museológicos, vai ser nomeada uma Comissão já que, como todos se recordam, a anterior tinha como única finalidade a reconstrução do edifício e terminou há muito o seu mandato.


                                  O S. João em Figueiró

Tenho ainda na lembrança o alvoroço que invadia os mais pequenos quando se aproximava o S. João, todos se esforçando por colher a maior quantidade de rosmaninhos para a fogueira do seu bairro. Os pequenos arraiais marcavam presença em cada bairro e experimentava-se alguma frustração quando ele não se realizava.

Desde os doze anos, por motivo dos estudos, nunca mais participara. Voltei, agora, por um feliz acaso, a fazê-lo. E encontrei o mesmo entusiasmo, a mesma alegria estampados em todos os rostos, no Cruzeiro, na Quinta da Venda e na Capela. Disseram-me que noutros locais aconteceu o mesmo. Todos saltaram na sua fogueira para cumprir o ritual do S. João. Em muitos territórios, num passado muito antigo, o ritual do fogo tinha associado o significado da purificação. Possivelmente, o salto sobre a fogueira, herdado não se sabe de quando, terá ainda algo a ver com tal simbolismo.

O S. João de hoje tem uma diferenciação em relação ao da minha infância: Agora, em cada bairro não falta uma mesa farta de petiscos e de bom vinho!

Para que a tradição não morra é indispensável que se mantenha o entusiasmo como este ano aconteceu. A iniciativa dos arraiais partiu das seguintes conterrâneas: No Cruzeiro – Maria da Conceição, Maria do Carmo e Odete; na Quinta da Venda – Maria de Jesus, Graça Simão, Maria da Conceição Albuquerque, Lúcia Esteves e Elisabete Costa; na Capela – Paula Almeida, Antónia de Sousa e Maria Teresa de Sousa.


                                        José Maria Mendes