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Notícias de Figueiró de 28/09

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Noticias referentes ao Notícias de Gouveia de 28 de Setembro de 2007

                                         Festa de Santa Eufêmia

           

            Figueiró, como era previsível, viveu intensamente as comemorações em honra de Santa Eufémia que trouxeram à nossa aldeia  um número invulgar de visitantes, designadamente nos dias 14 e 15, datas em que se atingiram os pontos mais altos do programa.

            As festividades foram abertas, no sábado, 8, com o tradicional encontro de futebol entre os casados e os solteiros, que os primeiros venceram nas grandes penalidades. Seguiu-se, ao início da noite, um concorrido e animadíssimo baile, abrilhantado pelo conjunto musical “3º. Milénio”.

            No dia seguinte, para além dos jogos tradicionais, salientaram-se o interessantíssimo Pedy Paper, elaborado pelo Bruno Figueiredo, que conduziu os participantes pelos trilhos dos rebanhos, a feira de produtos tradicionais, realizada, por questões de higiene, no interior do Salão e que foi extremamente apreciada.

            O resto da tarde foi preenchido pelo cativante representação a que, a seguir, se faz referência.  O dia terminou com outro baile ao som da música do conjunto “2F3”.   

            Na sexta-feira, véspera de 15, coube ao conjunto “SMS” a tarefa de conduzir o programado baile dessa noite e fê-lo com elevado profissionalismo.

            O procissão que conduziu Stª. Eufémia das Igreja até à sua Capela constituiu uma impressionante manifestação de fé que decorreu de uma forma notável em termos de comportamento    

            Após a procissão, muitos dos que haviam participado  aproveitaram para fazer a romaria em redor da capela. De realçar que um numeroso grupo de romeiros se manteve junto à Capela até ao nascer do dia!

            Desde as 22 horas, o conjunto ”Banda Mota” manteve sempre  vivo, pela noite fora,  o entusiasmo daqueles que enchiam por completo o recinto das festas.

            Cerca da uma da manhã de 16  assistiu-se a uma memorável sessão de fogo de artifício que se prolongou por quarenta e cinco minutos, com momentos de grande espectacularidade que surpreenderam os milhares de assistentes.

            Os testemunhos recolhidos apontam no sentido de que terá sido, porventura, o acontecimento do género mais extraordinário que alguma vez teve lugar em toda a nossa região, só comparável  a outros possíveis nas grandes cidades do país.

            A Eucaristia de 16 foi celebrada numa Igreja deslumbrante! Ninguém conseguiu ficar insensível  à beleza dos muitos  arranjos florais que decoravam todos os altares!

            O interior do templo esgotou o seu espaço e foram imensos os que não conseguirem participar.

            A procissão, que se seguiu à Eucaristia foi imponente. Os andores, lindamente  elaborados,  deram um grande contributo para essa imponência. Os de Nª. Srª. do Carmo e de Nª. Srª. de Fátima e ainda o de Santa Eufémia sobressaíam pela beleza das flores utilizadas.

            A arrematação das ofertas decorreu com a proverbial animação e mostrou-se extraordinariamente proveitosa. A romaria das ovelhas, que constitui sempre um momento peculiar, um ritual bem insólito cujas origens se perdem no tempo, foi vivida intensamente por todos os que se encontravam no largo fronteiro à capela.

            O programa foi concluído pelos “Metal Band” que mantiveram a animação no recinto de festas até alta madrugada.

            Deve ainda realçar-se o elevado nível profissional de todos os conjuntos que actuaram, nomeadamente aqueles dos dias  14, 15 e 16.

           

            Também uma palavra de muito apreço à Banda Filarmónica de Paços da Serra  que teve uma participação meritória, em particular durante as duas procissões e a celebração da Eucaristia.

            As festividades constituíram um êxito memorável. As manifestações de apreço recebidas pela Comissão foram unânimes nesse sentido.

            Tive o privilégio de fazer parte dessa Comissão e pude verificar a sua apreciável coesão e também o esforço desenvolvido, factores  que constituíram, no fundo, o segredo de tal êxito. Penso que é justa uma palavra de enorme apreço para todos os seus membros, mordomos e mordomas. Também as esposas dos mordomos casados não podem ser esquecidas pela excelente colaboração que prestaram, pelo empenhadamente demonstrado em todos os momentos. Parece-me justo registar aqui os seus nomes: Ana Ferreira, Elisabete Costa, Lúcia Esteves, Lúcia Henriques, Rita Moreira e  Rosa Figueiredo.

            São os seguintes os elementos da Comissão das Festas de 2008:

FIGUEIRÓ: - Nuno Cardoso,  Bruno Correia,  Joaquim Esperança,  Aureliano Almeida,  Manuel Lopes Afonso,  Paulo dos Santos Cunha,  Alfredo Pereira, José Tenreiro Brazete,  Manuel Prazeres dos Santos,  António Rodrigues Lopes,  José Tente Brazete

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA:  António Manuel (Filho do Snr. Pinto) e  Adolfo Ferreira.

FRANÇA:  Bruno Caetano e  José Almeida Mansinho

LISBOA: - António Manuel Tiago,  Samuel Andrade e  Miguel (genro do Snr. Salemo)

COIMBRA:     - Joaquim Ricardo Santos Ferreira

Mordomas: Maria José Costa e Liliana Patrícia Rodrigues Sequeira.

                                                           

                                   Figueiró Arte

 

            O Grupo “Figueiró Arte”, dirigido pela universitária Júlia Prata e formado por vários jovens, alguns deles bem pequeninos, brindaram os espectadores que, no dia 8, acorreram ao Salão,  com um espectáculo de variedades interessantíssimo e muito divertido. A actuação, sempre muito bem conseguida,  deixa antever potencialidades muito interessantes. É de salientar, também, o espírito de sacrifício demonstrado por todos eles e pela orientadora nos  ensaios, quase diários, realizados ao longo do verão.

            O prémio, bem merecido, consistiu numa viagem ao Parque da Expo, em Lisboa, feita de comboio que, para muitos, constituiu uma primeira experiência. No Parque foi-lhes proporcionada a oportunidade de apreciar as variadíssimas atracções dispersas pelo recinto.

             

Património

 

            Todos observámos com agrado a recuperação do chafariz da Alcorva, levada a cabo pela Junta de Freguesia. O painel de azulejos foi  muito bem concebido e estabelece um agradável contraste com o granito de que é feito o chafariz. A temática da azulejaria adequa-se perfeitamente às nossas tradições. Trata-se, efectivamente, de um trabalho que se impunha dado o estado de degradação atingido pelo mesmo.

            Louva-se a iniciativa da Junta e espera-se que, agora, se siga o velho tanque de lavagem que fica ao lado. A sua remodelação é uma obra que se impõe não só pela  utilidade que, infelizmente, ainda é indiscutível para muitos lares que não dispõem do electrodoméstico necessário  mas também para livrar a freguesia de tamanha aberração.

           

           

Salemo & Merca

 

            Por lapso, de que me penitencio, referi, na última correspondência, que a Quinta do Adamastor era propriedade de Salemo de Almeida Madureira, quando, na realidade, a sua proprietária é a sociedade Salemo & Merca, da qual  aquele nosso conterrâneo é um dos sócios. De qualquer modo, o lapso tem alguma justificação já que, para nós, ele é o rosto do empreendimento e, mais do que isso, a razão de ser da sua implementação em Figueiró.

 

Correspondência de Figueiró

 

            Foi, sensivelmente, em 1963, que iniciei a minha colaboração no Notícias de Gouveia, com uma página semanal intitulada “Almanaque” que se manteve até 1969, ano em que, por motivos profissionais, deixei o país. Mas dela ficou uma ligação muito grande ao Jornal que sempre me abriu todas as portas. Essa ligação e a paixão pela terra onde nasci  levaram-me, à falta de alguém  residente na aldeia que o fizesse,  a assumir,  sempre com o pensamento no prestígio da nossa terra e em todos os figueiroenses que vivem longe mas que mantêm vivos os laços que a ela os prendem, o encargo de dar conhecimento do que mais relevante se passava em termos de noticiário, para além de ter procurado, também, desvendar um pouco da nossa história e das nossas tradições. Tal  tarefa mostrou-se, não raras vezes, bem difícil de desempenhar pelo facto de a minha residência se situar em Lisboa.

            Por razões de idade e porque assumi um compromisso cultural que me absorve a maior parte do  tempo disponível, vejo-me impedido de continuar a assegurar, em condições satisfatórias, a correspondência de Figueiró, pelo que termino aqui a minha colaboração. Prometo que, quando possível, escreverei sobre temas que, de uma forma ou de outra, tenham relação com  o lugar em que nascemos, pensando nos leitores de quem, ao longo de tantos anos, recebi provas de grande apreço, as quais constituíram, muitas vezes, o incentivo para continuar. A eles e aos responsáveis do Notícias de Gouveia manifesto a minha imensa gratidão.

           

 

                                   José Maria Mendes